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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Alimentação sólida

Aos seis meses o seu bebê, muito provavelmente, estará pronto para começar a comer comidas sólidas. O ferro armazenado ao nascimento começa a esgotar-se e o bebê pode precisar de mais calorias do que ele ou ela pode obter apenas com o leite.
                                  
Nesta fase a maioria dos bebês está interessada em novas experiências e estão mais propensos a comer o que lhe é oferecido do que mais tarde.

O objetivo de introduzir sólidos é que o bebê se acostume com diferentes gostos e texturas de alimentos, não substituir o leite. Comece com uma “refeição” por dia, oferecendo pouca comida. Se o bebê parecer ansioso por mais, você poderá oferecer um pouco mais na próxima vez e, assim gradualmente até 2 ou 3 colheres de chá por refeição. Não se preocupe se o bebê parecer querer comer mais em um dia e menos em outro, isso é bastante normal.

Um bom momento para introduzir sólidos é no meio da manhã, idealmente entre mamadas. Desta forma, seu bebê não estará faminto, esperando por leite, nem tão satisfeito que não se interesse por tentar algo novo. Uma vez que seu bebê se acostume com a ideia, você poderá combinar comidas sólidas com a mamada do almoço. Ofereça o leite antes dos sólidos, a fim de não diminuir a amamentação muito depressa. Outra opção é oferecer um pouco de leite, depois sólidos e, em seguida, o restante do leite.

Se o bebê rejeita a comida repetidamente pode ser que não esteja pronto para esta etapa, então espere e tente novamente dentro de uma ou duas semanas. Não force o bebê a comer mais do que ele deseja – bebês possuem um bom senso de quando parar e é importante ser guiada pelo desejo dele (a). Gradualmente aumente a quantidade de comida, adequando ao apetite do bebê.

Novos sabores

Dê ao seu bebê um alimento dos seguintes grupos: legumes, verduras, carnes, cereais e frutas. Comece com um alimento por uma semana (preferencialmente batata, cenoura ou mandioquinha), antes de introduzir uma nova variedade. Realize o processo de introdução da alimentação sólida bem devagar, introduzindo alimentos novos um de cada vez, desta maneira o sistema digestivo do bebê se acostuma com cada novo alimento, além de facilitar a distinção de quando um alimento não é bem aceito pelo organismo do seu pequeno.

As frutas e vegetais de raiz são excelentes para as primeiras comidinhas porque são adocicados, fáceis de digerir e podem ser facilmente amassados. Você pode adicionar um pouquinho de leite à papinha, dando uma consistência mais macia. Com o tempo torne a papinha mais interessante combinando diferentes ingredientes que você já tenha introduzido, como cenouras com maçãs, mamão com banana, mandioquinha com batata, etc.

Para preparar os alimentos tenha cuidados redobrados com a higiene, lave as mãos e os utensílios que serão utilizados, lave bem os alimentos a serem preparados, não deixe comidas prontas descobertas e em temperatura ambiente – cubra os alimentos e refrigere-os até 24 horas, se for guarda-los. Mantenha alimentos crus como ovos e peixes longe dos alimentos do seu bebê. Não guarde restos de papinha depois de consumidas, pois a saliva do bebê adicionará bactérias que se reproduzirão nos alimentos.

A melhor forma de preparo é o cozimento a vapor, pois preserva a maioria dos nutrientes do alimento. Ferver e assar também são métodos de preparos saudáveis, desde que não cozidos por muito tempo. Evite frituras e grelhados, alimentos com conservantes e aditivos, assim como o uso de micro-ondas para aquecer os alimentos, que destroem os nutrientes dos alimentos.

Esteja sempre atenta aos sinais de alarme: diarreia, vômito e erupções cutâneas que provocam coceira podem ser manifestações alérgicas, visto que o aparelho gastrointestinal de um bebê de poucos meses ainda não desenvolveu os mecanismos de defesa, tornando-se mais vulnerável.

O pediatra irá indicar a melhor forma de iniciar a introdução alimentar, os alimentos adequados, principalmente nos casos de crianças com certa predisposição familiar a alergias.

FONTE: Natural Baby and Childcare, Kim Davies

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Analgesia epidural, riscos reais para mãe e bebê

A analgesia epidural é forma de controle da dor que se baseia na administração de substâncias analgésicas por via peridural (espaço entre a dura-máter e a parede do canal raquidiano na medula espinhal) amplamente empregada para aliviar as dores do parto.
Uma epidural, muitas vezes, diminui o ritmo do trabalho de parto, e a mulher pode ter até três vezes mais chances de receber doses de ocitocina sintética para corrigir a dinâmica (Ramin et al., Howell). A segunda fase do trabalho de parto (TP) é particularmente retardada, levando a um aumento de três vezes a possibilidade de uso de forceps (Thorpe et al.). As primíparas - mulher em trabalho de parto do primeiro filho - são particularmente afetadas e a analgesia epidural pode reduzir suas chances de um parto normal para menos de 50% (Paterson et al.).
Este retardamento do trabalho de parto é, ao menos parcialmente, relacionado com o efeito da epidural nos músculos do assoalho pélvico. Estes músculos guiam a cabeça do bebê para que ele entre no canal do parto na melhor posição. Quando esses músculos não estão trabalhando, pode levar a distócia ou ao lento progresso do trabalho de parto, resulando na necessidade do “fórceps alto” para virar o bebê, ou até mesmo uma cesariana. Ter uma epidural duplica as chances de uma mulher de ter uma cesariana por distócia (Thorp, Meyer et al.).
Quando o fórceps é utilizado ou quando a segunda fase do TP é prolongada demais, realiza-se, normalmente, a episiotomia (corte cirúrgico em que o períneo ou os tecidos entre a entrada da vagina e ânus, são cortados para ampliar a saída e apressar o nascimento). Esta técnica requer pontos e pode tornar sentar-se doloroso até 2 a 4 semanas, quando cicatrizada.
Outros efeitos secundários das epidurais variam dependendo das drogas particulares utilizadas. Prurido ou coceira generalizada da pele é comum quando administradas as drogas opiáceas. Podendo ser mais ou menos intenso, afeta pelo menos 25% das mulheres que recebem, especialmente, morfina ou diamorfina (Lirzin et al e Caldwell et al.).
Todos os opiáceos podem causar náuseas e vômitos, e até um terço de mulheres com uma sob efeito de uma epidural irá experimentar tremores relacionados com o efeito sobre o sistema regulador de calor do corpo (Buggy et al.).
Quando realizada a mais de 5 horas, a epidural pode elevar a temperatura do corpo da mulher (Camman et al.), conduzindo a um aumento da frequência cardíaca de mãe e bebê. Taquicardia fetal (freqüência cardíaca rápida) pode ser um sinal de sofrimento e levar a maiores intervenções e à cesariana.
Há uma notável falta de pesquisa e informação sobre os efeitos das epidurais em bebês. Sabe-se que as drogas utilizadas nas epidurais podem atingir níveis tão elevados quanto os da mãe (Fernando et al.) e, por conta da imaturidade do fígado do recém-nascido, levam muito tempo - às vezes dias - a serem eliminadas do corpo do bebé (Caldwell, Wakile et al.). Embora os resultados não sejam conclusivos, possíveis problemas tais como respiração ofegante e desconforto respiratório nas primeiras horas podem estar relacionados à analgesia também (Bratteby et al.).
Há estudos que sugerem, ainda, que bebês nascidos depois de epidurais podem ter dificuldades na amamentação (Smith, Walker), interferindo também na liberação de ocitocina (Goodfellow et al.), hormônio que, além de provocar o efeito de descida na amamentação, impulsiona o vínculo entre uma mãe e seu filho (Insel et al.).

Texto de Sarah Buckley, traduzido de www.ican-online.org

domingo, 18 de dezembro de 2011

Comemoração do 1° Dia da Doula


O "Dia Estadual da Doula", instituido pela Lei Estadual N° 14.568, Projeto de Lei N°344/2011, foi comemorado hoje, pela primeira vez!

Um marco muito importante na tragetória desta profissional que se dedica à Humanização do Parto e Nascimento com tanto amor.

A data, que celebra também o dia de Nossa Senhora do Bom Parto, foi o momento ideal para a oficialização da Liga das Doulas de São Paulo! Estivemos no Parque do Ibirapuera, distribuindo flores e plantando as sementes de nosso trabalho.
"Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar.

Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."


Cora Coralina

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Atraso no corte do cordão umbilical previne problemas na infância

Texto adapatado do artigo escrito hoje, por Catarina Navio, para o site português Jornal de Notícias.

Um estudo sueco, publicado pelo “British Medical Journal”, revelou que, atrasar o corte do cordão umbilical no parto, reduz o risco de carência de ferro na infância.

São cada vez mais as mães que, no parto, pedem para atrasar o corte do cordão de forma a permitir que uma maior quantidade de sangue da placenta seja transferida para o bebê.

A falta de ferro no organismo, que pode ser prevenida com o atraso do corte do cordão umbilical, pode causar deficiências motoras e lento desenvolvimento cognitivo, segundo conclusões do recente estudo que não é o primeiro a chegar à tais conclusões.

O estudo sueco foi aplicado em 400 bebês cujos cordões foram cortados com diferenças temporais entre os dez segundos e os três minutos após o nascimento. Quatro meses depois, os investigadores mediram os níveis de ferro e concluíram que os bebês cujo corte do cordão foi atrasado, registavam níveis de ferro mais elevados. Além disso, não se verificou nenhum aumento de outras possíveis complicações que os especialistas julgavam estar relacionadas com o procedimento, como a icterícia - argumento utilizado por muitos médicos obstetras.

Ola Andersson, do serviço de Neonatologia do Hospital de Halland, na Suécia, referiu, citado pelo jornal “The Telegraph”, que “a carência de ferro, mesmo sem anemia, tem sido associada com alguns problemas de desenvolvimento nas crianças”.

Patrick van Rheenen, consultor de Pediatria na Universidade de Groningen, na Holanda, explica que existem provas suficientes para aplicar este procedimento na rotina dos partos sem complicações.

O especialista referiu que “o equilíbrio entre os riscos maternos e os benefícios infantis do atraso do corte do cordão, claramente beneficiam a criança” e questionou: “Quantas mais provas são necessárias para convencer obstetras e parteiros que é bom esperar três minutos pela transferência de sangue da placenta?”.

Para complementar o exposto, assista o vídeo em que 3 doulas inglesas falam sobre porque esperar que o cordão pare de pulsar (em inglês).

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Dia Estadual da Doula


Foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo de 08/10/2011 (nº 192, Seção I, pág. 1), a Lei Nº 14.586, de 07 de Outubro de 2011 que institui o "Dia Estadual da Doula".

Com base no Projeto de Lei nº 344/11, da Deputada Ana Perugini, o Governador do Estado de São Paulo decreta a lei instituindo o "Dia Estadual da Doula", a ser comemorado, anualmente, em 18 de dezembro.

Segundo publicação da Assessoria Técnico-Legislativa, aos 7 de outubro de 2011, os objetivos do "Dia Estadual da Doula" são:


I - Estimular ações informativas visando à conscientização da importância das doulas;

II - Promover debates e outros eventos sobre a importância das doulas na gestação.



Parabéns à todas as doulas pela conquista!

domingo, 9 de outubro de 2011

Semana Internacional de Babywearing


Nesta semana, de 10 a 16 de Outubro de 2011, organizações sem fins lucrativos em todo o mundo unem-se para celebrar a terceira edição da Semana Internacional de Babywearing.


A Semana Internacional de Babywearing é uma oportunidade chamar a atenção do mundo sobre "vestir o bebê", um termo proposto pelo pediatra e autor Dr. William Sears e sua esposa Martha Sears.

Babywearing significa, simplesmente, carregar um bebê ou criança pequena em seu corpo usando um carregador de bebê de pano. As diversas formas de babywearing permitem, não somente, que os pais tenham as mãos livres enquanto carregam seus filhos, mas também demonstram os inúmeros benefícios desta prática para as crianças.
 
Um estudo publicado na revista Pediatrics, em 1986, descobriu que bebês de seis semanas, carregados, pelo menos, três horas por dia em um carregador de tecido macio choraram 43% menos, em geral, que outros bebês e 51% menos nas primeiras horas da noite. Outro estudo, publicado na revista Child Development, em 1990, descobriu que mães que ganharam carregadores de pano ao nascimento foram mais sensíveis aos seus bebês e tiveram bebês mais seguros do que as mães que receberam assentos infantis de plástico.

“A Semana Internacional de Babywearing é uma grande oportunidade para trazer a consciência sobre os benefícios de babywearing, e para celebrar a diversidade, traz formas e lugares que você pode explorar seguramente com seu filho em contato com seu corpo", explicou Ann Marie Rodgerson, presidente da International Babywearing Inc., a organização que iniciou a celebração de uma semana de duração.

O tema deste ano é "Um Mundo de Possibilidades"- que é o que a prática do babywearing abre para os bebês e seus pais. Ocidental e moderna, a prática assume diversas maneiras tradicionais de carregar bebês em todo o mundo, seja em um sling de argola, wrap sling de tecido ou um carregador mais estruturado, o babywearing permite que as famílias tomem os lugares onde carrinhos de bebês não podem ir.

As crianças têm a oportunidade de explorar o mundo de forma mais ampla do que suas pernas poderiam ir sozinhas e os pais que usam seus bebês durante suas tarefas diárias podem, facilmente, manter suas tarefas cotidianas enquanto cuidam de seus filhos.

Vestir seu bebê em sua frente ou atrás, com segurança e sucesso pode ser um desafio para nós que nos afastamos do conhecimento tradicional de babywearing. Por isso, aqueles que querem aprender esta habilidade podem procurar a ajuda de babywearers experientes como Pais, Educadores, Doulas ou em grupos babywearing em todo o mundo.

Um Mundo de Possibilidades é um tema proposto em todo o mundo para celebrar, promover e defender os benefícios do babywearing seguro.

A Babywearing International Inc. é uma organização sem fins lucrativos fundada em 2007, a fim promover babywearing e apoio voluntário de grupos sem fins lucrativos. A missão da organização é promover babywearing como uma prática universalmente aceita, com benefícios tanto para a criança quanto para o cuidador, por meio da educação e apoio. Para mais informações visite os websites www.babywearinginternational.org e http://www.babywearingweek.org/

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Semana de Valorização da Primeira Infância e Cultura da Paz



Entre os dias 18 e 20 de Outubro, a Comissão de Valorização da Primeira Infância e Cultura da Paz do Senado Federal realizará a 4ª edição da Semana de Valorização da Primeira Infância e Cultura da Paz.

O tema oficial, de grande relevância para nós, é “A Mulher Grávida, o Bebê e a Primeira Infância na construção da Saúde Mental”. O evento pretende contemplar o período da gestação, sobretudo sob os aspectos psicológicos aos quais as mães estão sujeitas, e o desenvolvimento do bebê em todo o período da primeira infância sob o entendimento de que, assim como não podemos dispensar cuidados específicos de sobrevivência, não podemos perder de vista a importância da etapa de desenvolvimento do cérebro humano em construção.

A Embaixada da França será parceira neste grande evento, trazendo renomados especialistas desta área.

A professora Monique Bydlowski, psiquiatra, psicanalista, diretora de pesquisa no Instituto Nacional de Saúde e de Pesquisas Médicas – INSERM – França, fará uma apresentação abordando os aspectos psicológicos ligados à mulher grávida e aos primeiros meses do pós parto.

Em relação aos cuidados com o bebê, quem fala é a brasileira Jaqueline Wendland, que trará suas experiência de quase 20 anos de trabalho na área de prevenção e intervenção precoce na Unité Petite Enfance Vivaldi, ligada ao Hospital Pitié - Salpêtrière, em Paris.

Conteúdo imperdível e imensa satisfação em temas como este sendo apresentados no Senado Federal!
 
Clique aqui para informações precisas.